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  • Professor Lucio Reis

Nossa vida e a Fita K7

Atualizado: Set 15




Reparou quantas vezes parece que tudo acabou? É uma avalanche de problemas que por vezes suga toda nossa motivação e o desejo de lutar, e aí vamos, sem perceber, entregando os pontos.

Quantos de nós deixamos de viver experiências fantásticas, de criar novas oportunidades, de traçar novas rotas por pensarmos não haver mais solução em determinada área da vida.


Não sei se esse é o seu caso, mas é justamente nessas horas que precisamos nos posicionar, esfriar as ideias, acalmar o coração e nos colocarmos frente a esses desafios para encontrarmos novos caminhos.

A vida está recheada de possibilidades de sucesso disfarçadas de problemas.

Você, mais jovem, talvez não vá entender a comparação que vou fazer, mas nós que somos mais “das antigas”, utilizamos, por muitos anos a fio, a fita k7 para ouvir e muitas vezes gravar nossas músicas preferidas. Tínhamos inclusive a opção de comprar o disco – chamado também de LP – ou a fita com um custo mais reduzido.


Outra opção que tínhamos, era comprar essas fitas “virgens” para fazermos nossa própria seleção musical, copiando na íntegra outras fitas, ou gravando diretamente do rádio. O problema é que, pelo fato de não ser um recurso digital, não tínhamos como saber exatamente o ponto em que estava nossa música preferida.


Era uma situação muito engraçada quando queríamos gravar. Não existia toda essa disponibilidade tecnológica de hoje, muito menos a internet e o Youtube para encontrarmos aquele som. Muitas vezes deixávamos a fita no ponto de gravação e ficávamos vigiando a Rádio começar tocar para sair correndo e apertar o REC, torcendo para o radialista não falar ou soltar algum “jingle” no meio da música.


Era dessa maneira que fazíamos nossa playlist. Na verdade, ficava horrível, sem contar que o rádio perdia um pouco a sintonia e além das músicas e do radialista falando, ainda vinham os chiados.


Na hora de ouvir a música preferida gravada, era outro problema. Não sabíamos onde ela estava e, assim, tínhamos que ouvir adiantando toda a fita até localizar, e, se não tivesse de um lado, tínhamos que virar e começar de novo nossa procura. Ufa! Que viagem no tempo agora, não é mesmo? Se você se localizou nesse exemplo, lamento informar, mas estamos ficando velhos.


Mas voltando ao ponto em que estávamos. Semelhantemente à fita k7, sua música favorita pode ter sido gravada no outro lado dela. Não significa que, mesmo insistindo em fazer as coisas certas, em “ser feliz”, você nunca consegue lograr êxito, não quer dizer que você esteja fadado ao fracasso absoluto por toda vida. Não se desespere, apenas vire a “fita”, porque sua música favorita pode estar no lado “b” da sua vida.

Decisões erradas e escolhas feitas por você ou por outros que o afetaram já estão no passado. Não viva mais lá. Apenas tire lições disso tudo e comece viver o hoje projetando novas possibilidades para um futuro diferente.


Abandonou os estudos? Volte a estudar. Amou e foi traído? Dê uma nova chance ao amor, afinal, você pode ter feito uma escolha ruim, não significa que fará de novo.

Thomas Edison disse: “Eu não falhei. Apenas descobri dez mil maneiras que não funcionam”.


Tenha paciência, faça coisas novas e diferentes. Permita-se, vire a fita, aperte o play e seja feliz!

Um fraterno abraço.

Prof.



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